Quando a profissão de disc-jóquei ainda engatinhava, os artistas se viam reclusos a um canto do salão ou atrás de uma cortina. Hoje, eles ocupam o posto de maior destaque das festas e esbanjam fama de estrela. Esses são alguns dos motivos que levam os fãs de música, sobretudo do gênero eletrônico e hip-hop, a buscar os cursos de DJ. Juntar dinheiro, principalmente no período das férias, também faz crescer o interesse. “Em dezembro e janeiro, as inscrições dobram”, afirma a DJ Lisa Bueno, professora e dona da academia E-DJs, no centro. Lá, crianças, jovens, adultos e idosos aprendem a comandar os pickups. Existem pelo menos outras seis escolas na cidade que se dedicam a formar profissionais da discotecagem. O esquema costuma seguir a linha de aulas teóricas de aproximadamente uma hora e algumas voltadas para a prática, sempre monitoradas. Quem estabelece os dias e os horários do curso são os próprios alunos, que podem escolher o método intensivo ou instruções particulares. Instalada em Pinheiros, a Academia de Áudio abriu suas turmas de formação de DJ dois meses atrás. Com duração de 340 horas — 250 delas preenchidas com vídeos e exercícios obrigatórios pela internet —, o curso dá diploma de especialista aos que o concluem.
Na DJ Escola, no Brooklin, rolam pelo menos dez turmas por mês. “O aluno vai aprender de tudo, desde conectar o aparelho na tomada até enfrentar a pista”, diz o proprietário Diego Logic. Estão incluídos no valor da inscrição palestras com o DJ Carlo Dall’Anese, figura conhecida nas cabines de clubes brasileiros disputados. Uma parceria com baladas como o Sonique, na Consolação, dá chance ao novato de se apresentar em uma festa de verdade após o fim das classes. Entre as lições dos cursos básicos aparece a técnica de transição de uma faixa para a outra de maneira sutil. Noção de ritmo, manuseio dos aparelhos e prática de efeitos também fazem parte da lista dos conhecimentos fundamentais de qualquer profissional do gênero. Vender seu peixe após a formatura pode levar à contratação de mais trabalhos. O melhor é gravar um CD com produções próprias e distribuí-lo a promoters de festas, além de postá-lo em todos os canais da internet. No início da carreira, ganha-se de 300 a 500 reais por uma hora e meia de apresentação. Para adquirir o próprio equipamento, não se desembolsa menos do que 3 000 reais. Existe a possibilidade, no entanto, de usar a aparelhagem das casas noturnas.
Para animar a pista
■ Conheça e pesquise diversos estilos musicais, além de montar um vasto arsenal próprio de canções
■ Aceite cachês baixos no início da carreira a fim de firmar seu nome no cenário das baladas
■ Saiba se promover. Distribua um set (seleção de canções), que serve de currículo, a promoters de festas e a outros contatos importantes
■ Acumule experiência para “sentir a pista”, ou seja, saber a hora certa de tocar um gênero mais animado ou mais calmo
■ No caso dos DJs de casamentos, aniversários e outros eventos, esteja preparado para lançar de axé a funk. Organize seus CDs, vinis ou arquivos de MP3 em pastas como “anos 70” ou “música judaica”
■ Não toque só as músicas de que você gosta, mas as que agradam ao público
Fonte: Revista Veja
olá,meu nome é Osmar e me interessei p/ assunto,como faço p/ me inscrever?
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